AGESPISA: ASSÉDIOS MORAIS E DESRESPEITO À JUSTIÇA SE TRANSFORMAM EM AÇÃO CONTÍNUA E PERMANENTE

A impunidade tem levado os gestores da AGESPISA a manter, há mais de um ano, um processo doloroso de perseguição e assédio moral e psicológico contra os empregados da empresa. O resultado dessa prática abusiva foi a adesão forçada de cerca de 700 pais e mães de família a um Programa de Desligamento Voluntário (PDV) que não atendia e continua sem atender às necessidades financeiras desses trabalhadores.

As consequências dessa política desumana são graves: diversos empregados precisaram buscar acompanhamento médico, e outros, infelizmente, não resistiram à pressão e sucumbiram. É um cenário lamentável e inédito na história recente de uma empresa pública piauiense.

Mesmo após um ano de perseguição, 236 empregados resistem bravamente, enfrentando todo tipo de pressão e assédio, recusando-se a aderir ao famigerado PDV e lutando na Justiça pela manutenção de seus empregos diante das ações arbitrárias da diretoria da AGESPISA e do Governo do Estado.

Garcia Guedes – Presidente da Agespisa

Graças a decisões liminares, as demissões em massa foram suspensas pela Justiça, mas agora esses mesmos trabalhadores enfrentam uma nova forma de violência institucional: estão há cinco meses lutando para receber seus salários, mesmo com decisões judiciais determinando prazos claros para o pagamento.

É estarrecedor o nível de desrespeito da diretoria da AGESPISA às decisões judiciais. Desde o salário referente a julho de 2025, a empresa descumpre reiteradamente os prazos fixados pela Justiça. As determinações judiciais são rasgadas e jogadas ao lixo, num ato de total afronta ao Poder Judiciário e à dignidade dos trabalhadores.

Na última audiência na 3ª Vara do Trabalho, a Juíza foi enfática ao determinar que o pagamento do salário de outubro deveria ser efetuado até o 5º dia útil (07/11/2025). A magistrada também advertiu que, diante da reincidência do descumprimento, aplicaria nova multa e responsabilizaria criminalmente o gestor da empresa.

No entanto, mais uma vez (08/11/2025), a diretoria da AGESPISA desdenha da Justiça do Trabalho, descumpre pela quarta vez consecutiva uma decisão judicial e incorre novamente em crime de responsabilidade.

Ao entendimento do Sindicato dos Engenheiros e dos Trabalhadores, a responsabilização criminal já deveria ter sido aplicada desde o primeiro descumprimento. A persistência desse comportamento autoritário e ilegal não é apenas um desrespeito aos empregados, é um ataque direto à Justiça e ao Estado Democrático de Direito.

A JUSTIÇA PRECISA SER IMPLACÁVEL CONTRA O DESRESPEITO ÀS SUAS DECISÕES.

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