
Proibido o acesso dos empregados da AGESPISA aos seus locais de trabalho
O que ocorreu nesta segunda-feira na AGESPISA não é gestão, não é transição, não é legalidade: é violência institucional deliberada. Sob ordens do Governo do Estado do Piauí, a direção da AGESPISA trancou as portas da empresa, proibiu o acesso dos empregados aos seus locais de trabalho e lançou trabalhadores ao abandono, em um ato frio, autoritário e covarde.
Sem qualquer aviso, diálogo ou respaldo legal, empregados tiveram pertences pessoais, documentos funcionais e registros administrativos, contábeis e financeiros sequestrados no interior do prédio. O fechamento compulsório da empresa configura assédio moral coletivo em grau máximo, abuso de poder e afronta direta à dignidade humana e ao direito constitucional ao trabalho.
O ataque se agrava com o calote salarial: os salários de novembro não foram pagos e a segunda parcela do 13º salário foi simplesmente ignorada. Trata-se de uma violação escancarada da legislação trabalhista, praticada por quem deveria zelar pela legalidade e pelo interesse público.
Esse episódio não é isolado. É parte de um projeto consciente de destruição da AGESPISA, conduzido pelo presidente Garcia Guedes, com a anuência e responsabilidade direta do governador Rafael Fonteles. Um projeto que substitui o diálogo pelo medo, a lei pelo arbítrio e a administração pública por práticas típicas de regimes autoritários.
Empregados, humilhados e expostos, se concentraram em frente à empresa fechada e já adotam medidas judiciais urgentes, incluindo ações trabalhistas, representações ao Ministério Público do Trabalho, aos órgãos de controle e às instâncias internacionais de defesa dos direitos humanos.
O Governo do Estado precisa saber: trabalhadores não são objetos, não são números e não serão silenciados. A violência institucional praticada contra os empregados da AGESPISA terá resposta firme, organizada e proporcional. A história registrará os responsáveis por esse ataque sem precedentes ao trabalho, ao serviço público e à dignidade humana.