
Garcia Guedes, presidente da AGESPISA
O Presidente da AGESPISA, Garcia Guedes, pratica atos de extrema gravidade contra os trabalhadores da empresa e contra o próprio Estado de Direito. De forma arbitrária, autoritária e criminosa, determinou o fechamento da empresa, impedindo o acesso dos empregados aos seus locais de trabalho, numa clara afronta à legislação trabalhista e às decisões da Justiça do Trabalho.
Além disso, bens pessoais e laborais dos trabalhadores foram sequestrados, incluindo equipamentos e documentos indispensáveis ao exercício das funções. Toda a equipe diretiva simplesmente desapareceu, abandonando os empregados à própria sorte.
Os salários dos meses de novembro, dezembro, o 13º salário, férias e demais verbas trabalhistas não foram pagos. Mais grave ainda: o FGTS não foi recolhido, caracterizando, ao nosso entender, crime de responsabilidade e ilícitos trabalhistas e administrativos continuados.

Em prática absolutamente incomum e suspeita, o presidente da AGESPISA retirou os equipamentos de informática da sede da empresa, deixando os empregados sem qualquer acesso às suas informações funcionais e históricas. Sessenta anos de história da AGESPISA foram levados, colocando em sério risco a perda ou o desaparecimento de dados públicos, documentos funcionais e registros institucionais.
Com a implementação do PDV, cerca de 700 empregados aderiram mediante acordo que garantia a manutenção do plano de saúde. Contudo, por ato deliberado da gestão, os boletos de pagamento da parcela de janeiro não foram disponibilizados, impedindo o pagamento e colocando em risco a suspensão dos planos de saúde. A situação é dramática: trabalhadores com doenças graves, comorbidades permanentes e em tratamento de câncer estão sendo colocados em risco real de vida.
Entre as inadimplências provocadas intencionalmente pela atual gestão, estão também os repasses dos descontos legais às entidades sindicais, configurando mais uma violação grave à legislação trabalhista e sindical.
Ressalte-se ainda que pensões alimentícias não foram pagas, expondo famílias inteiras à vulnerabilidade social e jurídica.
Trata-se de um GRAVE E INACEITÁVEL CRIME DE RESPONSABILIDADE, praticado de forma reiterada e consciente pela Presidência da AGESPISA, com total desprezo pela Justiça do Trabalho, pelas decisões judiciais e pela dignidade humana dos trabalhadores.
As entidades sindicais já protocolaram denúncia junto à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e estão em fase final de preparação de denúncias formais ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério Público Federal (MPF), para a devida responsabilização civil, trabalhista, administrativa e criminal dos responsáveis.
O que ocorre na AGESPISA não é gestão: é perseguição, abandono institucional e violência contra os trabalhadores.
