COM DEFASAGEM SALARIAL DE 62% E SEM RESPOSTA DA PMT ÀS REIVINDICAÇÕES, ENGENHEIROS E ARQUITETOS DA PMT APROVAM MOVIMENTO “LIBERAÇÃO ZERO”

Engenheiros e Arquitetos da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), reunidos em Assembleia Geral Extraordinária, deliberaram pela deflagração do movimento “LIBERAÇÃO ZERO”, com o objetivo de pressionar a gestão municipal a abrir mesa de negociações sobre as reivindicações de recomposição salarial, cujas perdas acumuladas já alcançam 62%.

A decisão decorre do silêncio reiterado da PMT diante das reivindicações encaminhadas pelo Sindicato dos Engenheiros do Estado do Piauí – SENGE/PI por meio do ofício nº ,013/2025 de 09 abril de 2025 e, pelo ofício nº 048/2026, de 21 de janeiro de 2026, sem que até o momento tenha havido qualquer resposta oficial por parte da administração municipal.

Segundo o presidente do SENGE/PI, após o envio do primeiro ofício em abril de 2025, a categoria realizou diversas tentativas de diálogo, conseguindo apenas em outubro uma audiência com o Prefeito Silvio Mendes, que designou o Secretário Municipal de Planejamento para avaliar os impactos e as reivindicações.

“Já estamos em fevereiro de 2026, às vésperas de uma nova data-base (maio de 2026), e mesmo com sucessivas solicitações, nenhuma resposta foi dada aos profissionais, nem sequer negativa. Em janeiro de 2026 encaminhamos novo ofício ao Prefeito Municipal, com cópia ao Secretário de Planejamento, solicitando posicionamento oficial sobre as reivindicações de 2025, e novamente não obtivemos qualquer retorno, o que demonstra total desrespeito à categoria e às entidades representativas”, afirma.

O presidente ressalta que, apesar de a categoria sempre ter priorizado o diálogo e a negociação institucional, a completa ausência de resposta levou os profissionais a aprovarem o movimento “Liberação Zero”, que consiste na não liberação de projetos, pareceres e processos técnicos, o que poderá ocasionar impactos significativos em obras, serviços e programas da própria PMT, inclusive em áreas sensíveis como habitação popular e infraestrutura urbana.

“Esperamos que, uma vez formalmente comunicada a decisão da assembleia dentro dos parâmetros legais, a Prefeitura de Teresina restabeleça os canais de diálogo e apresente uma proposta concreta de negociação”, conclui o dirigente sindical.

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