
À direita, o governador do Estado do Piauí, Rafael Fonteles e à esquerda, Garcia Guedes, presidente da AGESPISA
Governo do Estado paga todos os servidores, mas descumpre reiteradamente decisão judicial e nega salários aos empregados da Agespisa.
A Agespisa, seguindo orientação do Governo do Estado, mantém uma política de perseguição implacável contra seus empregados, descumprindo de forma reiterada — e em tom de deboche — a decisão da 3ª Vara do Trabalho que determina o pagamento dos salários até o quinto dia útil do mês subsequente.
Assim como ocorreu durante todo o ano de 2025, a empresa novamente não pagou os salários de novembro dentro do prazo legal. O fato mais grave é que o Governo do Estado já pagou todos os demais servidores estaduais, exceto os trabalhadores da Agespisa, reforçando um cenário de discriminação e abandono.
Paralelamente, o Governo insiste em promover um processo de demissão em massa, proibido pela Justiça do Trabalho, desrespeitando frontalmente determinações judiciais.
Nesta mesma semana, o Senado Federal aprovou a reintegração de empregados das empresas elétricas demitidos nos processos de privatização, medida que reconhece a responsabilidade do Estado em reparar injustiças históricas. O Piauí, como sucessor de empresas extintas, já realocou trabalhadores de dez estruturas públicas, entre elas COHAB, COMDEPI, CEASA e outras, incorporadas à EMGERPI. Com a extinção do EMATER, os empregados foram transferidos para a SADA.
Mesmo havendo lei autorizativa, o Governo do Estado insiste, de forma desumana e seletiva, em não realocar os empregados da Agespisa à Emgerpi ou a qualquer outra estrutura sucessora, consolidando uma política de perseguição implacável contra pais e mães de família que serviram à empresa por décadas.
A realidade torna-se ainda mais contraditória diante das frequentes participações públicas do Governador em eventos cristãos e humanitários, contrastando com a prática de negar direitos básicos aos trabalhadores.
Diante do novo descumprimento, o Sindicato retorna nesta semana à 3ª Vara do Trabalho para denunciar o deboche e o reiterado desrespeito da Agespisa às decisões judiciais.

Edifício da Agespisa